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Parceria com a UFRA estuda densidades, épocas de plantio e variedades de soja
12 Março 2013

Parceria com a UFRA estuda densidades, épocas de plantio e variedades de soja

Como prometido, o Blog Cultivar trouxe alguns resultados dessa parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. O texto abaixo é uma contribuição da professora Leila Sampaio da UFRA - Belém que é a responsável pelo projeto que estuda densidade, épocas de plantio e variedades de soja. Confiram!

Falar de densidade/população de plantas em soja não é uma tarefa fácil. A densidade de semeadura é uma decisão de manejo e como componente da produtividade, deve ser otimizada, para a máxima produtividade. No caso da cultura da soja, deve ser vista de forma dinâmica de acordo com o sistema de produção. A densidade de semeadura da soja pode variar de 100.000 a 400.000 plantas por hectare. Trata-se de um extenso intervalo, pois vários são os fatores que interferem na decisão: a localização geográfica, a época de semeadura, a escolha da variedade, e a fertilidade de solo. Á medida que houver a mudança em um dos fatores, novos valores de densidade serão apontados, mesmo no caso da variedade ser mantida no sistema. Outro fator importante que passou a ser considerado, devido à alta frequência nos últimos anos, é a ocorrência dos fenômenos La Niña e El Niño. Dois fenômenos contrastantes que afetam grandemente a distribuição pluviométrica, causando anomalias na precipitação.

Diante de tantas variáveis, como definir um intervalo de população de plantas que garanta mais estabilidade ao sistema de produção, diminuindo os riscos econômicos ao produtor? Aqui vamos apresentar uma das situações que pode servir de exemplo para refletirmos sobre o assunto, usando alguns dos resultados dos estudos em Paragominas. Lembramos que os demais resultados deste estudo, inclusive o relatado abaixo, foram apresentados nos Dias de Campo da Juparanã em 2009, 2010, 2011 e 2012.

Iniciamos em 2009, na fazenda Juparanã, um ensaio experimental testando populações de plantas variando de 100.000 a 400.000 plantas por hectare, dentro da janela de semeadura, janeiro e fevereiro, e inclusive a primeira quinzena de março, período de risco para o produtor. Foram utilizadas duas cultivares do grupo de maturação 9, a BRS Sambaíba e a Msoy 9144 RR, e uma do grupo de maturação 8, a Msoy 8766 RR. Tivemos o ano de 2009, marcado pelo fenômeno La Niña, período com excesso de chuva, chegando a passar de 3.000 mm em Paragominas, sendo 559 mm somente em abril, e 378 mm em maio, período de início de colheita. E o ano de 2010, o El Niño, com períodos longos de falta de chuva, que chegou a mais de 15 dias em alguns locais, e chuvas mal distribuídas, com atraso na regularidade.

Os resultados mostraram que tanto em 2009 quanto em 2010, o semeio em fevereiro foi melhor que janeiro. Isso devido, no semeio em janeiro de 2009 ocorrer excesso de água na colheita, prejudicando a qualidade do grão. E em 2010, ocorrer a falta de água para fechamento da entrelinha. Em ambos os casos, as menores densidades resultaram em maiores perdas. No primeiro caso, além da baixa qualidade do grão, a baixa inserção da primeira vagem, comum em plantas com baixa densidade, e a necessidade de colher em um nível mais alto, devido a umidade do solo, provocou perdas maiores na colheita. E, no segundo caso, o uso de baixas populações resultou o não fechamento das entrelinhas, menor produção de biomassa das plantas acima do solo e abaixo do solo. Isso significa menos raízes para explorar o solo e absorver água e nutrientes, e folhas para converter luz em carboidrato, prejudicando o enchimento de grão.

As populações excessivas foram prejudiciais para a produtividade, em 2009. Neste ano, houve acamamento de plantas, principalmente as do grupo de maturação 9, com densidades a partir de 300.000 plantas. Fato, não verificado no mesmo período em 2010, onde as densidades de 300.000 e 400.000 plantas foram mais produtividade que as de 100.000 e 200.000 plantas, num intervalo de 37 a 52 sacas.

Quando nos reportamos do ano 2011, mês muito bom para os produtores, a produtividade variou entre 57 a 72 sacas. Isto é, a menor população, em 2011 teve produções semelhantes a maior população de plantas semeada, no mesmo período em 2010. Neste ano as maiores produtividades ocorreram entre 200.000 e 300.000 plantas.

Fatos como estes, apresentados neste relato, mostra cada vez mais a importância do produtor estar informado quanto as previsões de eventos e do conhecimento de como a densidade pode funcionar como ferramenta de manejo dentro do seu ambiente de produção, solo, clima e planta, para diminuir os riscos de produção.

Atualmente o trabalho continua na Fazenda Progresso, no seu segundo ano em 2013, e posteriormente, outro cenário poderá ser apresentado, enriquecendo ainda mais o assunto.

Galeria de Imagens:

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